‘Ele está de volta’. É só ficção? Assista o filme

Na capa do The New York Times a notícia atém pouco tempo atrás inacreditável: a Alemanha assiste à ressurreição de grupos nazistas formados por militares, ex-militares e policiais – entre outros – que planejavam a tomada do poder num certo “Dia X” em que teria chegado ao ápide o caos social.

A Nordkreuz, ou Cruz do Norte, um destes grupos, chegou até a estocar sacos para guardar cadáveres dos que seriam mortos – inimigos políticos e imigrantes -no putsch neonazista.

A história da seus avisos de forma curiosa e, neste caso, em uma obra tragicamente divertida e bem realizada.

Ontem assisti – e recomendo aos leitores e leitoras que o façam – o filme Ele está de Volta, uma sátira do escritor alemão Timur Vermes, transformada em filme por David Wnendt, que fantasia uma ressurreição de Adolf Hitler à frente de seu antigo bunker em Berlim, 70 anos depois do fim da guerra na Alemanha.

Visto como piada, de início, e tolerado em nome da “liberdade de expressão” e do pensamento racista e autoritário que existia sem vestir a imagem nazi, o ressurreto Hitler vai se tornando uma figura popular justamente por seu discurso de ódio, moralidade e intolerância.

Nenhum semelhança é mera coincidência.