A incrível arrogância dos “adivinhões” da economia

O Irã ainda não tomou qualquer ação de retaliação aos Estados Unidos. Ainda, é bom frisar.

Mesmo o recuo nos compromissos do tratado nuclear que tinha com a Europa – os EUA já tinha se retirado ele, há meses – não excluiu a supervisão da Agência de Energia Nuclear da ONU.

Até agora, estão preocupados com as homenagens políticas a Quassem Suleimani que, aliás, Trump e até Bolsonaro, sem nenhum propósito, teimam em escarnecer (o nosso, aqui, duvidou até da patente militar do iraniano morto), mesmo epois das evidentes cenas de dor nacional expressas ontem nas ruas do Irã.

Mas são poucos os analistas que duvidam e que ela virá.

Miriam Leitão, não sei com que sobrenaturais poderes, crava em sua coluna, porém: “O pior, que era uma disparada [dos preços], não vai acontecer, como em outras crises do petróleo.

Ela garante que não vai explodir um míssil numa planta de petróleo saudita, que não vai voar pelos ares um oleoduto ou que não haverá restrições no tráfego marítimo no Estreito e Ormuz, quase uma praia do Irã?

Eu cá espero que não, mas ter certeza é um pouco de pretensão demais, não é?

O argumento de que o shale oil eliminou a dependência dos EUA do petróleo do Golfo Pérsico é uma meia verdade, porque desconsidera que a Europa e a China não , e são seus principais parceiros econômicos. Aliás, e o petróleo árabe não influísse em nada na economia norte-americana, ainda que indiretamente, eles não teriam tantas bases e tropas por lá.

Ainda que não haja disparada, mesmo uma alta significativa, com a política de repasses automáticos para o combustíveis nos pega com os preços pressionados por dois meses de alta inflacionária e por valores altos nas bombas. Mesmo negando de pés juntos que vá administrar os preços, duvido que o governo possa chegar para os caminhoneiros e decretar uma “alta corretiva” de 5% neste combustível.

Desde o primeiro momento, vem-se sustentando aqui que a reação iraniana não será apressada e fanática. Mas que virá, virá.

O “agoracoisavaigismo” deixa as pessoas fanáticas.

 

 

 

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