Villas-Boas, um general que não foi capaz de se retirar

O General Eduardo Villas Boas teve uma carreira militar digna.

Mas não teve infelizmente, a sabedoria de retirar-se, com dignidade, deste serviço.

Está, no Twitter, dizendo que o presidente francês, Emmanoel Macron, está a “realizar ataques diretos à soberania brasileira, que inclui (sic), objetivamente, ameaças de emprego do poder militar”.

Que ameaça de emprego de poder militar, general?

Villas Boas recorda a guerra da Indochina ( contra comunistas, registre-se) e os testes nucleares franceses no atol de Muroroa, na Polinésia, como prova da falta de autoridade moral da França para falar em queimadas.

Ninguém é soberano para cometer crimes, general.

O senhor, general, vai desqualificar a autoridade moral dos norte-americanos pelo Atol de Bikini, nas Ilhas Marshal, possessão norte-americana, onde estouraram outras tantas bombas nucleares experimentais, ou por terem explodido cidades como Hiroshima e Nagazaki numa guerra tecnicamente ganha, depois da rendição dos alemães, na II Guerra?

Onde é que houve ameaça de uso de poder militar contra o Brasil, general?

Por acaso entregamos uma base de foguetes a eles? Por acaso mandamos um oficial brasileiro virar subcomandante de uma frota da França? Por acaso nosso presidente bate continência para a bleu-blanc-rouge francesa?

General, nestes tempos de tantas citações bíblicas, não lhe faria mal conhecer o que são os fariseus.

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