Vélez cozido vivo

É irônico que o ministro que chegou dizendo que ia acabar com a doutrinação, a perseguição ideológica, o aparelhamento do MEC esteja, neste momento, sendo vítima dos mesmo processos que ele dizia estarem sendo feitos pela esquerda mas que, de fato, foram postos em marcha, e marcha batida, pelo bolsonarismo entrante.

Patrocinado por Olavo de Carvalho, o guru da família Bolsonaro, colocou os agentes olavetes para dentro de casa e não conseguiu segurá-los e perdeu o apoio do “bruxo”.

Tanto decisões quanto nomeações, por ali,  nascem, fedem e morrem em espaço de poucas horas ou dias.

Bolsonaro o cozinha no caldeirão do ridículo, o leva a expor a sua insuficiência e mediocridade,  arruína uma vida que, por apagada, era tranquila.

Como disse hoje Bernardo Mello Franco, em O Globo, “se tivesse uma biografia a preservar, Vélez não voltaria ao ministério nem para buscar o paletó” depois da tunda que levou na Câmara dos Deputados, concluída com notório ippon da deputada Tábata Amaral.

Não fosse a necessidade de esperar uma solução bem aceita na Virgínia e na caserna e o capricho de “desmoralizar” a imprensa que noticiou a demissão iminente, Vélez já estaria de volta às suas arepas – gostoso bolinho colombiano.

O homem que ia fazer a impiedosa “Lava Jato da Educação” está num ponto que virou um dever de piedade mandá-lo embora.

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