Veja: Bolsonaro tuitou irado com o “Vá tomar…” e culpou Carlos

A revista Veja que vai às bancas este final de semana, na capa e em extensa reportagem, dedica-se a contar os bastidores da explosiva tuitada pornográfica do atual presidente.

Como todos imaginavam, diz ela, a postagem realmente foi uma reação destrambelhada aos coros de xingamento que ele recebia por toda a parte nos blocos carnavalescos.

Bolsonaro passou o feriado no Palácio da Alvorada, onde recebeu, de assessores, informes sobre as manifestações críticas — e xingamentos — que vários blocos país afora vinham fazendo contra seu governo. Decidiu revidar. Na terça-feira 5, depois de falar com auxiliares — e, por telefone, com o filho Carlos, desde sempre seu orientador nas redes sociais —, tuitou, às 9h19, o vídeo de uma marchinha defendendo restrições na Lei Rouanet, entre as quais o fim da renúncia fiscal para financiar o Carnaval.  O cantor do vídeo, ao dedicar sua singela composição a Caetano Veloso e Daniela Mercury, diz aos artistas baianos: “chupa”. Em face do que viria adiante, o insulto aos dois músicos parece trivial. Pouco mais de duas horas depois, o presidente escreveu que “tão importante quanto a economia é o resgate de nossa cultura, que foi destruída após décadas de governos com viés socialista”. Àquela altura, Bolsonaro já recebera de amigos imagens que demonstrariam, segundo sua visão, a imoralidade que predomina no Carnaval. Na tarde do mesmo dia, chegou a seu WhatsApp o vídeo com a performance escatológica de São Paulo. O presidente hesitou em postá-­lo. Mas um auxiliar em seguida repassou a Bolsonaro outro vídeo desaforado, embora sem atividades excretórias explícitas: em coro, foliões do bloco carioca Boi Tolo entoavam “Ei, Bolsonaro, vai tomar no …!”. Foi a gota d’água: Bolsonaro decidiu denunciar a indecência do Carnaval.

A revista diz que “o texto que acompanhava o vídeo foi escrito pelo próprio presidente e aprovado, com entusiasmo, pelo filho Carlos”.

Depois da péssima repercussão do seu esparramo indecente, JB procurou minimizar seu gesto, conta a Veja, dizendo que logo todos esqueceriam o assunto e que “a postagem teria partido” do filho Carlos.

Numa ou noutra versão, escolha o pior: a imundície ser um rompimento da barragem de escatologia da mente do ex-capitão ou ele ser um covarde capaz de atirar no colo do próprio filho a escandalosa repercussão de algo assim.

 

 

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