Urgente: juiz manda sustar venda da Embraer à Boeing

O juiz Victorio Giuzio Neto, da 24ª Vara Cível Federal de São Paulo, concedeu liminar e suspendendo a concretização o acordo entre a Boeing e Embraer , que prevê a entreva da empresa brasileira à gigante da aviação dos Estados Unidos.

O juiz justificou a decisão pelo temor de que, com o recesso do Judiciário e a posse do novo governo o negócio possa se consumar às pressas. Giuzio Neto diz que é ” recomendável evitar que eventuais atos concretos se efetivem neste período criando uma situação fática de difícil ou de impossível reversão através da concretização da “segregação” de parte da Embraer e sua transferência para a Boeing Co. por meio de simples decisão do Conselho da primeira, ainda que sem opor qualquer tipo de obstáculo à continuidade das negociações entre as duas empresas”.

É difícil acreditar que a medida judicial vá sobreviver por longo tempo, tamanha a ânsia entreguista que toma conta do Governo de da cúpula do Judiciário.

Ms é bom para que mais pessoas percebam que não há a menor razão estratégica para vender uma empresa altamente lucrativa, tecnologicamente avançada e comercialmente mais que bem sucedida, com uma carteira de encomenda que lhe garante anos de prosperidade.

A “joint-venture”, na verdade uma ficção para deixar formalmente ( e apenas formalmente) no Brasil o controle do segmento de aviação militar da Embraer, só tem uma significação: dinheiro rápido para seus acionistas privados e submissão do Brasil a apequenar-se como país industrial.

Resta saber se, com este tempo extra, surgirá  na Aeronáutica alguém com a coragem do Brigadeiro Walter Brauer, que barrou, à custa de sua própria carreira, a primeira tentativa de entrega da Embraer, no Governo Fernando Henrique.


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