Um pausa necessária

Abuso, a contragosto, da compreensão do leitor e da leitora para com este blog/blogueiro – pois somos um só e só um sou  – que, há dois ou três dias tem sido raro nas publicações e o será da mesma forma, nos próximos dias.

É que, depois de alguns dias ausentes, voltaram-me os sintomas de algum problema de saúde que os médicos ainda não puderam especificar e, portanto, tratar. Basicamente, febre diária  e prostração.

Mas isso não é assunto para chororô, é tema para os médicos com que tenho a sorte de contar.

Então, hoje ou durante o final de semana, este escriba baixa enfermaria para ser revirado, pesquisado e, se tudo correr bem, remendado a poder de medicação ou lá do que seja necessário.

Tendo jeito, de lá, em textos curtos  ou com a ajuda de meus filhos e sua infinita paciência com o pai teimoso, tento manter a polêmica e o trabalho, o que é quase o mesmo que não deixar que nada derrube a nossa dignidade.

Espero, em breve, poder voltar ao ritmo (a)normal de postagens. Mas devagar, porque os mais de cinco anos sem descanso certamente são um dos motivos desta temporada no estaleiro.

Mas não tem jeito, e conto sobre isso uma história que vivi com Leonel Brizola. Numa de suas últimas e malfadadas campanhas eleitorais, diante do fraquíssimo resultado, ele me fala ao telefone:

– Olha, Brito, agora vou me recolher, cuidar da vida e da família, que deixei de lado estes anos todos. Eu tenho direito, não é verdade?

Eu respondi que tinha, mais do que qualquer um que eu conhecesse, mas que havia um “pequeno problema”.

-Que problema, Brito?

E eu: o problema é que o senhor vai pegar o jornal amanhã, vai ver uma destas barbaridades que se faz ao nosso país e vai falar por este telefone, nesta mesma minha orelha ( e imitei seu sotaque característico):

– Mas, Briiito, tu viste o que aquele filho da p…falou no jornal? 

Este vírus eu acho que peguei.

Obrigado a todos.


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