Um pastiche de Goebbels

O sujeito que ocupa a Secretaria Nacional de Cultura, anunciado como diretor teatral, mostrou ontem seus dotes de interpretação, além de sua competência cênica.

Com um visual e expressão quase fúnebres, uma Cruz de Caravaca (símbolo da conversão de infiéis, reza a lenda espanhola) e o prelúdio de uma ópera wagneriana, anunciou os prêmios que serão oferecidos aos que quiserem fazer “cultura bolsonariana”.

É obvio que nada foi casual na referência – e quase textual – às palavras do nazista Joseph Goebbels, dissertando a diretores teatrais, em 1933, sobre a arte alemã (Duvidou?, Veja aqui, na página 23).

O senhor Roberto Alvim é obviamente um filonazista mas, neste campo, só lhe sobrou ser uma pastiche, uma caricatura do alemão.

O mais grave, porém, é que essa característica só o tem feito galgar posições no governo Bolsonaro.

Até ofender publicamente Fernanda Montenegro, Alvim era um completo anônimo.

De lá para cá, mesmo que assinando contratos constrangedores de pagamentos à própria mulher, Alvim só progrediu, até virar o “ministro da Cultura” de fato, pois o ministro Osmar Abaixo da Terra está virtualmente desaparecido.

Fico pensando nos generais que levaram esta cambada ao poder: que ofensa aos seus predecessores que foram à Itália lutar contra o fascismo, enquanto seu líder arranja uma “boquinha” para os reservistas irem para o INSS!

 

 

 

 

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