Um partido nazista nos EUA? Por Hayle Gadelha

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Steve Bannon, aquele que fez a cabeça de Trump, aproveita convenção californiana, comanda o ataque a George Bush e clama pela “revolta” Republicana. Cria com isso o que pode se transformar em um racha profundo no partido. Dificilmente surgirá um terceiro partido forte (são mais de 70 partidos nos Estados Unidos, com apenas dois realmente fortes). Mas poderá influenciar em uma guinada ainda mais à direita no partido Republicano. Veja a reportagem do The Guardian.

Steve Bannon ‘detona” Bush e
convoca “revolta” republicana

bannonO editor de extrema-direita ataca o ex-presidente que pronunciou discurso em Nova York condenando o fanatismo da era Donald Trump. Steve Bannon descreveu o ex-presidente George W. Bush como tosco e inepto, responsável por uma presidência “destrutiva” durante seu tempo na Casa Branca.
O ex-conselheiro de Trump na Casa Branca respondeu o discurso que Bush fez em Nova York durante a semana em que o 43º presidente denunciou o fanatismo na política americana da era Trump e advertiu que o surgimento do “nativismo”, do isolamento e das teorias da conspiração embaçaram a verdadeira identidade da nação.
Bannon, falando em uma convenção lotada do Partido Republicano da Califórnia na noite de sexta-feira, disse que Bush manchou seu próprio nome, não sabia do que ele estava falando, e não tinha ideia se “ele está indo ou vindo, assim como aconteceu quando era presidente “.
“Não houve uma presidência mais destrutiva do que a de George Bush”, acrescentou Bannon, enquanto se ouviam vaias da multidão ao ser mencionado o nome de Bush.
Essas observações surgiram durante um discurso pesado com ataques ao status quo de Washington, ecoando o seu pedido de uma “revolta aberta” contra o establishment Republicano. Ele chamou a “classe política eterna” de um dos grandes perigos enfrentados pelo país.
Um pequeno grupo de manifestantes fora do hotel onde Bannon falou cantava e exibindo faixas – uma exibindo suástica. Os manifestantes foram mantidos atrás de barricadas de aço em uma praça do hotel, em grande parte fora da vista das pessoas que participaram do evento. Ninguém foi advertido nem foi detido.
Bannon também apontou para o Silicon Valley e seus “senhores da tecnologia”, prevendo que líderes tecnológicos e progressistas no estado tentariam se separar da União em 10 ou 15 anos. Ele tratou a ameaça de rachar o país como um “problema real”.
Ele também tentou animar os Republicanos californianos sofisticados, em um estado que Trump perdeu por mais de 4 milhões de votos e onde os Republicanos tornaram-se irrelevantes na política estadual. No município de Orange, onde a convenção foi realizada, vários membros da Câmara Republicana estão tentando manter seus assentos em distritos conquistados por Hillary Clinton na eleição de 2016.
“Vocês têm tudo o que precisam para vencer”, disse ele. O discurso terminou com uma ovação, o público de pé.
Bannon está promovendo novos representantes para derrotar os Republicanos que estão no Congresso. Mas, na Califórnia, os Republicanos vêm desaparecendo há anos.
O estado tornou-se uma espécie de mausoléu Republicano: os adeptos do partido podem reviver os dias de glória ao visitar as majestosas bibliotecas presidenciais de Ronald Reagan e Richard Nixon, mas hoje os Democratas controlam todos os postos em todo o estado e governam ambas as duas assembleias legislativas.
Nem todos os Republicanos ficaram felizes por ver Bannon. Em uma série de tweets na semana passada, o ex-líder do governo do Partido Republicano, Chad Mayes, disse que ficou chocado com a decisão de fazer com que o personagem conservador encabeçasse o evento.
“É um enorme passo para trás e demonstra que o partido permanece perdido”, Mayes twittou.
Os Republicanos da Califórnia têm brigado durante anos sobre que direção seguir – em direção ao centro político ou à direita.
Bannon também argumentou que a coalizão que enviou Trump para a Casa Branca, incluindo conservadores, libertários, populistas, nacionalistas econômicos e evangélicos, poderia ter poder durante décadas se permanecer unida.
“Se você tivermos a sabedoria, a força, a tenacidade, para manter essa coalizão, governaremos por 50 a 75 anos”, disse ele.

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