Um inquérito marcado para morrer

O procurador da República Carlos Bruno Ferreira da Silva instaurou inquérito civil para apurar o que todos sabem que aconteceu: as “indevidas interferências do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, do Ministro da Saúde, Luiz Mandetta, e do Presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia na aprovação da PEC nº 06/2019”, a da Reforma da Previdência.

Fez o que era seu dever, provocado pela bancada do PSOL, diante do noticiário sobre as públicas e notórias liberações milionárias de emendas parlamentares em troca de votos favoráveis à tunga dos direitos do trabalhador brasileiro.

Mas acho que não tem um, entre os mais de 200 milhões de brasileiros, que acredite que o procedimento – repito, óbvio e correto – vá prosperar.

Afinal, não estamos mais na “velha política” e tem pouca importância que se tenha cooptado deputados com dinheiro público para se promoverem em suas bases eleitorais se a causa era “nobre”: obrigar as pessoas a trabalharem mais tempo para receber proventos e pensões menores.

Qualquer um percebe, como disse ontem Jair Bolsonaro, que isso é o “normal”.

Aguardar-se apenas o que fará o chefe da PGR, Augusto Aras, para sepultar o inquérito.

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