Trump ‘tuita’ em farsi para estimular protestos no Irã

Há várias maneiras de invadir um país.

Não é apenas através de mandar militares para lá ou disparar foguetes.

Envolver-se em sua política interna é uma delas.

Ontem, quando escrevi que Trump estava escancarando o uso político pelos EUA dos protestos estudantis contra o regime iraniano, ainda não tinha ocorrido a mais nova “gracinha” do presidente norte-americano.

“Tuitar” em farsi, a língua persa, diretamente aos grupos que se opõem ao regime, estimulando-os.

Dias depois de ver milhões nas ruas do país clamando por vingança contra a América, é o mesmo que colocar uma cabeleira laranja nos grupos de descontentes internos.

Provocar não só conflitos internos, mas empurrar o governo iraniano, que estava recolhido e envergonhado pelo caso do avião ucraniano derrubado numa incrível trapalhada militar, para uma quase obrigatória retaliação.

Ser politicamente invadido desta forma é mais humilhante que ter uma base aérea alvejada por mísseis.

Trump está chamando uma ação iraniana, ansioso por se demonstrar um líder.

Não raro, a esperteza engole o esperto.

 

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