Trump rompe trégua e reabre guerra comercial com a China

Daqui a algumas horas quando abrirem os mercados financeiros asiáticos,  vamos poder começar a observar os efeitos da inesperada decisão de Donald Trump de fazer recuar a “estaca-zero” as negociações de um  acordo comercial com a Chine e impor, de imediato, uma elevação para 25% dos impostos de importação de produtos chineses de baixo-médio conteúdo tecnológico, a mesma punição que já era aplicada aos de alto conteúdo tecnológico.

Contra todas as previsões do início do ano, e economia mundial vinha tendo um comportamento positivo, com dois trimestres de desempenho positivo tanto para a economia chinesa quanto para a norte-americana.

Em dezembro do ano passado, em Buenos Aires, dirigentes dos dois países haviam acertado uma trégua na guerra comercial  e abriram negociações mas, cinco meses depois, os EUA julgam que vão conseguir colocar o pé na goela chinesa pelo seu mercado. As negociações, era a crença geral, iam progredindo, mas desandaram.

Se o Brasil não estivesse espontaneamente acorrentado aos interesses norte-americanos, seria uma janela de oportunidade comercial para o Brasil.

Como estamos, é muito maior o dano potencial de uma desestabilização dos mercados financeiros internacionais que virá desta decisão, da qual falta apenas sabermos a extensão.

O que não vai demorar.

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