Trump diz que Exército reprimirá protestos

Que eu me recorde, nunca ouvi um presidente norte-americano anunciar que que o Exército será empregado na repressão interna a movimentos sociais, apelando a um precedente constitucional de 1.803.

Não me vem à mente nada semelhante desde a Guerra da Secessão. Que me recorde, nem Richard Nixon e seu “law and order” diante dos protestos contra a Guerra do Vietnã.

Mas agora a CNN diz que “tropas [do Exército] virão de uma unidade em Forte Bragg, na Carolina do Norte”.

Demagogicamente, Trump saiu teatralmente da Casa Branca para posar, de Bíblia na mão, diante de uma igreja.

Antes, num discurso no Rose Garden, um dos jardins do seu palácio, recomendou a repressão mais violenta aos manifestantes.

Do outro lado da sede do Governo, uma multidão protesta.

O país não está mais dividido, está incendiado.

Se algum paralelo se pode buscar, ironicamente, é uma venezuelanização dos Estados Unidos.

Há toque de recolher em dezenas de cidades norte-americanas.

Há um rápido processo de transformação de Trump em George W. Bush.

Ou num Bolsonaro do Norte.

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