Triste fim de um udenista

pedro_simon

 

O Congresso tem mil, quiçá milhões, ou se quiserem, bilhões de defeitos, vícios, problemas, mas recentemente aprovou algumas das leis mais importantes e modernas do mundo, como o Marco Civil, e a Lei do Trabalho Escravo.

Ambas já se tornaram referências internacionais.

Também já aprovou o Bolsa Família, as cotas sociais e raciais, programas para reforma agrária, enfim, já fez algumas coisas realmente boas para a sociedade, apesar da campanha midiática para mostrar apenas o seu lado negativo.

É lamentável, portanto, que Pedro Simon, que testemunhou tantas coisas boas, se despeça de sua função com uma entrevista pra Globo tão irritantemente udenista, dizendo que a única coisa que o Congresso fez foi votar uma iniciativa popular, a “ficha limpa”.

E ainda lança um vaticínio sinistro e niilista: “Não esperem nada do Congresso”.  Ora, um democrata honesto conclamaria seus concidadãos a se engajarem na política, para elegerem representantes melhores, ao invés de fazer o papel de urubu irremediável do futuro.

Num país com justiça fortemente conservadora, a “ficha limpa” tem muito de engodo. A prova é que José Roberto Arruda, filmado contando dinheiro de propina, está aí, livre, leve e solto e concorrendo ao governo do Distrito Federal.

Simon foi o parlamentar modelo para a mídia. Não se articula politicamente, apenas posa de bom moço para os jornalões.

Quando o governo gaúcho de Yeda Crusius, do PSDB, afundava-se em escândalos de corrupção, Pedro Simon não disse um ai na tribuna. Ao contrário, seu partido e ele mesmo continuou aliado até o fim.

A única estratégia política de Simon tem sido pactuar com a mídia tucana de São Paulo e posar de “mosqueteiro da ética” da Veja, ao lado de Demóstenes Torres e Fernando Gabeira…

OS MOSQUETEIROS DE VEJA

 

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