Toque de recolher no Equador; Governo aceita mediação da ONU

O governo equatoriano baixou um decreto estabelecendo “toque de recolher” parcial em Guayaquil, para onde o presidente Lenín Moreno transferiu a capital, depois que a capital Quito foi tomada por manifestantes.

Agora, das oito da noite até as cinco da manhã, áreas centrais e as pontes da cidade só podem ser usadas por pessoal militar, policiais e serviços de emergência.

A esperança de que os conflitos possam diminuir – ainda estão chegando manifestantes vindos do interior do país, quase todos de origem indígena – está no primeiro sinal de diálogo, obtido ontem pela ONU e pela Igreja Católica.

O governo, entretanto, ainda não admite rever o aumento dos preços dos combustíveis em 123%, uma medida acertada com o FMI, em troca de um empréstimo de US$ 5 bilhões.

Muito melhor que a posição do Brasil e de outros vizinhos, que seguiram à risca Donald Trump e apóiam uma repressão que poderá virar um banho de sangue.

 

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