Socorro, Simão Bacamarte!

Estamos a ponto de pedir ajuda ao Dr. Simão Bacamarte, o médico da Casa Verde, o hospício genial de O Alienista.

Saiu da Fundação Nacional de Artes – a Funarte – um sujeito que chamava Fernanda Montenegro de “sórdida”, enquanto assinava contratos milionários com a própria mulher e entrou outro que, segundo O Globo anuncia hoje, acha que o rock incentiva o uso de drogas, o aborto e leva ao satanismo.

Seguidor de Olavo de Carvalho, compartilha o diagnóstico do “mestre” de que John Lennon era “satanista”, assim como todos roqueiros em geral, que compunham louvores ao Diabo.

Mas o novo sujeito, Dante Mantovani, também tem uma faceta daquele general louco de Dr. Strangelove, que está convencido de que os russos colocam uma substância nos reservatórios de água que tornará impotentes dos norte-americanos.

“Existe toda uma infiltração de serviços de inteligência dentro da indústria fonográfica norte-americana que se não levarmos em conta, não vamos entender nada. A União Soviética mandou agentes infiltrados para os Estados Unidos para realizar experimentos com certos discos realizados para crianças. Esses agentes iam, se infiltravam e iam mudando, inserindo certos elementos para fazer engenharia social com crianças. Daí passaram para música para adolescentes”, afirma ele, ao citar como exemplo o surgimento de Elvis Presley na década de 1950.”

Uau!

Mas o cidadão não fica por aí. Diz ele que, em Woodstock foi a CIA quem distribuiu drogas à vontade entre os jovens porque estava infiltrada por agentes da KGB, para dar a partida num circuito onde “o rock ativa a droga que ativa o sexo que ativa a indústria do aborto. A indústria do aborto por sua vez alimenta uma coisa muito mais pesada que é o satanismo”.

Não fosse pela pouca idade, eu ia começar a achar que o “seu” Mantovani tinha andado por Woodstock.

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