Só agora, general Mourão?

50 dias depois de encontradas as primeiras borras de óleo no litoral nordestino, o general Hamílton Mourão, presidente em exercício da república, anuncia ao Estadão que o Exército Brasileiro vai colocar “tropas da 10º Brigada de Infantaria Motorizada, sediada em Recife” à disposição das operações de limpeza das praias do Nordeste.

Sério, general?

Agora que os voluntários civis, na garra no muque e no improviso, já recolheram quase todo o óleo que já chegou às praias?

Agora que viu-se que isso angaria simpatia – merecida – na mídia?

Agora que o cidadão que desmonta o Ministério do Meio Ambiente corta pedaços de um vídeo para dizer que ONGs não estão ajudando?

Tomara que o Brasil nunca precise de uma força de intervenção rápida, porque estaremos lascados.

Se aquelas manchas de óleo que vocês vivem sugerindo que a Venezuela mandou para nos sabotar fossem soldados de Maduro, a esta altura já estariam falando “ó xente, Chaves”.

De qualquer forma, ficamos gratos, por este “antes tarde do que nunca”, porque ao presidente da República era que, em primeiro lugar, cabia ordenar o emprego das tropas nesta missão. E o titular do cargo preferiu ficar tirando “casquinhas ideológicas” de uma suposta origem venezuelana do petróleo.

Os chefes militares, por sua parte, estavam mais interessados no andamento do reajuste de até 75% no soldo dos oficiais superiores disfarçado de reforma previdenciária – para a soldadesca, claro, nada – e em acompanhar os deprimentes tuítes do general Villas Bôas, 12° ministro do STF.

O exército, mais que nenhuma outra instituição, por ter presença em todos os quase 2.000 quilômetros de costa atingida, com pessoal, veículos e cadeias de comando e comunicação prontas a operar de imediato é com quem os brasileiros deveriam contar nestas emergências.

Mas o Exército “barrichelou”.

 

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