Saldo comercial volta a despencar no início de novembro

Tenho falado, quase que solitariamente, da queda, contínua e crescente, de nosso saldo comercial.

Não foi diferente nos primeiros 10 dias de novembro, com seis dias úteis – de um total de 21, este mês.

A média diária das exportações foi de 705 milhões de dólares, contra US$ 1,05 bi em novembro passado. Queda de 32,7% na comparação interanual, o pior resultado do ano.

A importações também caíram, como retrato da redução da atividade da economia, mas menos: desceram de US$ 843 milhões para US$ 702,7 milhões (-16%), o que nos deixou com um saldo praticamente em zero (apenas US$ 14 milhões em seis dias úteis) . Nos 20 dias de novembro/18 este saldo superou US$ 4 bilhões.

A corrente de comércio, indicador chave do vigor da economia, caiu 25,5% em relação à registrada um ano atrás.

Não existe outro diagnóstico para isso senão o de retração econômica.

Além disso, não teve enxurrada de dólares com o leilão do pré-sal e a saída de dólares da Bovespa, que tinha dado um “refresco”, voltou a intensificar-se.

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