Queiroz na ativa: “tem cargo pra caramba, 20 continhos caía como uma uva…”

Onde está Queiroz?

Onde sempre esteve, cuidando de nomeações de cupinchas para Flávio Bolsonaro, agora “terceirizadas”, em gabinetes de políticos que “fazem fila” no gabinete do filho-senador, talquei.

O escândalo do dia é o áudio obtido pela repórter Juliana Dal Piva, de O Globo, especializada em falcatruas da família imperial, digo, presidencial.

Nele, o ex-assessor do “Filho 01” mostra que ainda continua, informalmente no cargo de agente-laranja do político:

Tem mais de 500 cargos lá, cara, na Câmara e no Senado. Pode indicar para qualquer comissão ou, alguma coisa, sem vincular a eles (família Bolsonaro) em nada, em nada.
20 continho aí para gente caía bem para c***, meu irmão, entendeu?
Não precisa vincular ao nome. Só chegar lá e, pô cara, o gabinete do Flávio faz fila de deputados e senadores, pessoal para conversar com ele, faz fila.
Só chegar lá e, pô meu irmão, nomeia fulano aí para trabalhar contigo aí, salariozinho bom desse aí, cara, para a gente que é pai de família, cai como uma uva.

Aqui, para quem quiser escutar:

Ou seja, para ficarem amigos do “príncipe”, deputados e senadores abrigariam, nos cargos para os quais podem indicar, os recrutados por Queiroz para os esquemas políticos da familícia, com a vantagem que será “sem vincular a eles”

Queiroz, procurado pelo jornal, admite que tem influência, ou melhor “algum capital político” junto a Flávio. Este, por sua vez, manda dizer pelo advogados que “pode ser qualquer um falando ali” e que não conversa com Queiroz há meses.

Fica bem claro, porém, que Fabrício não pode estar prometendo cargos sem poder indicar, porque a receita da “rachadinha” é justamente abocanhar parte dos vencimentos dos nomeados, para ele próprio e para a “chefia”.

Quando todos achavam que o ex-PM estava politicamente morto, esquecido após o engavetamento da ação contra Flávio, ele “levanta” e vem cuidar da salada de frutas, juntando caindo como uma “uva” nos bagaços das laranjas.

E, neste momento, caindo como uma luva, para usar a expressão certa, na briga dos bivaristas contra os filhotes pelo controle dos muitos “vinte continhos” do Fundo Partidário.

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