Que sina a dos militares: ocupar o governo para apanhar de Olavo

É deprimente ver generais que, até há pouco ocupavam os mais altos postos nas Forças Armadas e agora ocupam os mais altos postos do Governo, terem de permanecer num silêncio obsquioso diantes dos ataques e das ofensas pessoais que sofrem no “guru” do clã Bolsonaro, Olavo de Carvalho.

“A gente tem de tomar muito cuidado quando está lidando com uma personalidade histérica”, disse ontem o General Santos Cruz, de quem o guru disse que “não presta”, a mesma atitude do vice, General Hamilton Mourão, chamado de “idiota” e “covarde”.

Até Eliane Cantanhêde  diz que “Bolsonaro assiste impassível à avalanche de impropérios e palavrões proferidos pelo guru dos seus filhos, de Vélez e do chanceler Ernesto Araújo contra os generais que ocupam os principais cargos e têm sido um contraponto de bom senso aos excessos e aos erros do governo e do próprio presidente”.

“E Bolsonaro não diz nada? Não acha nada?”

Nem que os generais sejam, como deles diz Olavo de Carvalho, deixariam de ver que o presidente não diz exatamente porque acha.

Afinal, é improvável que ele no fundo partilhe deste desprezo pela alta oficialidade: se ele, um simples capitão, chegou ao poder supremo sem nada, porque eles, com postos, exércitos, armas e tropas não chegaram, senão em sua “carona”?

Ou que não pense, dado o desprezo intelectual que lhe têm, que muitos “estrelados” viam nele apenas a montaria para cavalgar ao poder?

Nada mais conveniente, portanto, que a boca imunda de Olavo de Carvalho para dizer os impropérios que a Jair são proibidos.

Portanto, senhores, paciência: ganharam cargos, escutem desaforos.

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