Que se pare tudo, e já. Ou então matarão milhares que não precisam morrer

Venho, como acompanham os leitores, falando do que acontece com quem se considera invulnerável ao novo coronavírus.

Publiquei, agora há pouco, dados que mostravam que a maior potência do planeta, os EUA, assistiram, quase sem reagir, à disparada da contaminação que, amanhã, será a disparada da morte.

Infelizmente, ficaram desatualizados em poucos instantes e, neste momento – e ainda não são os números totais, o maior número de infectados por Covid-19 são os norte-americanos: 83 mil, dois mil a mais que todos os que foram contaminados na China durante a epidemia.

Enquanto eles se infectam aos montes, Wall Street sobe, comemorando os trilhões do Tesouro que não dá nem 1% disto à emergência sanitária.

As mortes vêm aos milhares, neste momento, a mais de 100 por hora.

Quem tem responsabilidades com a vida não pode mais permanecer calado diante da omissão das autoridades públicas.

É preciso suspender todo o transporte aéreo no país, exceto o que for emergência comprovado e o que sirva para levar pessoal e suprimento médico.

É preciso colocar controles de entrada em todos os municípios sem casos registrados ou com poucos deles.

É preciso parar de fazer economia de palitos e aprovar logo a ajuda econômica aos trabalhadores informais, aos desempregados, aos carentes.

Enquanto o governo tergiversa – e irriga o mercado financeiro – as pessoas estão sendo demitida aos montes.

Temos um governo de traição nacional, porque está estimulando a morte de seus cidadãos.

É preciso desobedecer Jair Bolsonaro em todos os níveis, esferas administrativas e funções.

Forçá-lo a sair e entender que o que virá em seu lugar é emergencial e provisório.

A população, como quem comprou uma mercadoria estragada, deve ter o direito de escolher, com seu voto de volta, o que vai substituí-la.

Sarney não entendeu, quando Tancredo Neves morreu, que só poderia ser legítimo se fosse transitório. Deu no que deu.

Que Hamílton Mourão conheça seus deveres e conheça seus limites.

Não se trata de um golpe, trata-se de interditar um psicopata em nome da vida dos brasileiros.

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