Provocações do governo ajudam a lotar manifestações

Em todas as regiões do país, a crescente afluência de pessoas para os atos em defesa da educação tem, certamente, alguma contribuição da estupidez com que, lá dos Estados Unidos, o senhor Jair Bolsonaro se referiu aos manifestantes.

É o mesmo que você verá, daqui a pouco, na Câmara dos Deputados, com as reações à maneira autoritária e arrogante com que o encarregado da Educação, Abraham Weintraub está fazendo sua apresentação.

Não há, no Presidente e no ministro, qualquer sinal de desejo em abrir um debate para formular um projeto educacional – afinal, a não ser o corte de verbas e abrir uma meia-dúzia de colégios militarizados.

Fez pouco do ensino superior, como se este fosse o responsável pelas deficiência pelos outros níveis de ensino.

Não passou de uma arrogante desqualificação que fez de todo o esforço de ampliação da universidade pública e dos institutos federais de tecnologia, que até as pedras da calçada sabem que tiveram um imenso impulso nos governos Lula e Dilma.

A claque do PSL e do Novo, aplaudindo sua fala, qualquer que fosse, não vai disfarçar o fiasco e o despreparo.

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