Programa de governo: doença e ignorância

A manchete da Folha quer dizer isso mesmo que você está lendo aí.

Falta chamarem as agências de propaganda para lançar os programas “Mais burros” e o Mais Doentes”.

Ou, quem sabe, reunir tudo num grande “Mais Pobres”, por medida de economia.

Paulo Guedes, o feitor do Brasil, não tem vergonha nem mesmo com o espetáculo apavorante que nos dá o Chile, seu modelo de política econômica.

Lá, a educação vem perdendo recursos – é metade do que gasta o Brasil, em percentagem do PIB – e a saúde é cada vez mais privada: pode ter quem puder pagar.

Isso, sim, é que é pais modelo a ser seguido! Falta a capitalização da Previdência, que arruinou a velhice por lá e não deu para enfiar goela abaixo aqui, mas seguem tentando.

Mas e o descontentamento popular? E se ele explodir?

Ora, chama o Exército e manda bater.

Povo serve para trabalhar muito, ganhar pouco e sem chiar.

Com menos educação, ganha menos; com menos saúde, morre mais e alivia o déficit previdenciário.

Estamos no século 21 e sendo dirigidos por almas de escravocratas do século 19.

E que estão dispostos a fazer dos nossos militares – sob a pusilanimidade de alguns altos oficiais – capitães do mato deste retrocesso civilizatório estrelado por personagens ridículos e sem amor ao povo brasileiro.

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