Previdência fica para agosto na Câmara. Desperdício de rolo compressor

A reforma da Previdência foi aprovada na Câmara.

A reforma da Previdência não foi aprovada na Câmara.

As duas afirmações estão corretas, mas só a segunda produz efeitos.

Porque, não aprovada em segundo turno, não vai para o Senado, o que só vai acontecer, na melhor das hipóteses governistas, no dia 8 de agosto.

Dias nos quais terá de brigar muito para não depená-la mais um pouco.

Daí, o Senado manda para sua Comissão de Constituição e Justiça e, depois, ao plenário.

Em dois turnos.

É improvável que não haja ali alguma emenda pois, pelo que se viu na votação dos destaques, a bola “está quadrada”.

Com muito otimismo, sai do Senado no final de setembro e volta à Câmara em outubro.

A correria da aprovação dos últimos 15 dias não produzirá nenhum efeito positivo, mas certamente rendeu vários negativos, por não se encontrarem soluções conciliadoras para os pontos mais polêmicos.

O poeta pernambucano Ascenso Ferreira,, nos versos de um poema, O gaúcho, descreveu o que se passou: Riscando os cavalos!/Tinindo as esporas!/Través das cochilhas!/Saí de meus pagos em louca arrancada!/— Para que?/— Pra nada!”

Quem tem ideia do quadro político dentro de um mês?

O “Senhor Reformas”, que não precisava ter prometido, prometeu. Trouxe o pacote, é verdade, mas não o entregou.

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