Previdência expõe ‘farda justa’ do aumento dos militares

Na manchete de hoje do Estadão a avant-première da ‘farda justa’ em que se meterão as Forças Armadas, dentro de poucos dias, quando for anunciado qual será a contribuição dos militares na Reforma da Previdência.

Aumentar a sua contribuição de 7,5% para 10,5%, como vem sendo noticiado, será um nada – ou ainda menos – diante do reajuste que é – ou era, em novembro passado – de 23% na remuneração dos oficiais generais, espalhando-se, em cascata, para as patentes inferiores.

O vencimento (soldo + gatificações) passaria dos atuais R$ 26 mil para R$ 32 mil reais mensais no caso de General de Exército.

Não se discute que as Forças Armadas devam ter uma remuneração digna, mas a mistura entre este aumento nas remunerações e o corte nas aposentadorias em geral fará um imenso mal aos militares, exatamente num momento em que eles ocupam, em escala inédita, os postos de governo.

E fica o gatilho: mesmas regras para polícias militares vai implicar em aumento igual, também?

Se os militares querem fazer política, é preciso também aceitar que a opinião pública pode ser uma barricada intransponível.

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