Polícia do Rio, só hoje, recolhe gravadores de condomínio de Bolsonaro

Parece brincadeira, mas é verdade.

Renato Souza, do Correio Braziliense, noticia que a Polícia Civil do Rio de Janeiro só hoje apreendeu os equipamentos de gravação de ligações do condomínio Vivendas da Barra, onde o presidente Jair Bolsonaro tem casa e que são objeto de interesse da investigação sobre o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Inacreditavelmente, uma providência que se esperaria tão logo o ex-PM Ronnie Lessa foi preso como suspeito – dia 12 de março – só agora é tomada, isso depois que o presidente da República disse que “ pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano”.

O que esperar depois deste incrível e intervalo de oito meses, em que os equipamentos ficaram à disposição de quem porventura, quisesse manipular seu conteúdo.

Disse, repito e seguirei repetindo: salvo aquilo que, a critério do juiz do caso, tiver razão de se manter sigiloso, o processo tem de ser aberto, porque seus condutores – e os que pretendem ser, na esfera federal, conduzirem-no – já não gozam da confiança pública, depois de tantas situações incríveis.

Só a abertura de tudo o que foi feito – e tudo o que não foi feito, como esta apreensão – pode devolver um mínimo de credibilidade pública ao esclareciment do caso que não é apenas o de uma futrica político, mas envolve a morte de duas pessoas.

 

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