Pesquisa mostra que é viável reverter vantagem de Bolsonaro

A primeira pesquisa de intenção de voto – que terá pouca repercussão, pois daqui a pouco sai o Datafolha – mostra que Bolsonaro não obteve a disparada de votos que imaginava.

Ficou, segundo o levantamento do Idea Big Data/Veja, com 54% dos votos válidos, 8% a mais do que obteve no  primeiro turno.

Já Fernando Haddad teve 46% dos válidos, o que significa um acréscimo de 17% sobre o percentual alcançado na rodada inicial.

Há 7% de indecisos e tudo indica que, com o efeito Bolsonaro de domingo, o indeciso tem, em tese, propensão maior por Haddad. Se ele tiver dois terços dos indecisos e Bolsonaro, um terço, a diferença de oito pontos se reduz a 5,5%.

Ele teria, portanto, que virar 2,75%  dos votos de Bolsonaro, pois, como os votos saem de um e se somam a outro, o resultado  é o dobro. Isso representa perto de 3,2 milhões de votos, no total de 117 milhões de eleitores que compareceram ao primeiro turno.

Em números sobre os votos totais: com 48% de 117 milhões de votantes, Bolsonaro teria 56,2 milhões de votos, 6,9 milhões a mais que os 49, 3 milhões recebidos em primeiro turno.

Haddad, com 41%dos votos totais, teria 48 milhões de votos, aproximadamente, algo como 16,6  milhões a mais que na votação de domingo.

Os 7% de indecisos somam, praticamente, a diferença: 8 milhões, como os demais valores calculados sobre os 117 milhões que efetivamente votaram. A soma aparentemente não coincide com o cálculo dos votos válidos porque, com a definição de indecisos, o universo destes cresce.

A possibilidade de vitória, portanto, não o é um sonho, mas será uma luta imensa, intensa e sem direito a errar.

 

 

 

 


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