Parlamento inglês diz que Facebook é dirigido por “gangsters digitais”

Os principais jornais do mundo publicam hoje o relatório final da comissão parlamentar do Reino Unido que acusa o Facebook de violar a privacidade dos dados e as leis de concorrência. A investigação começou em 2017, para levantar os perigos de manipulação das redes sociais na política e ganhou força depois do escândalo da Cambridge Analytics, onde se tornou público que a empresa de Mark Zuckerberg havia recolhia clandestinamente dados coletados de milhões de perfis de usuários do Facebook e e os vendia para clientes políticos para permitir que eles manipulassem de forma mais eficaz potenciais eleitores.

“Empresas como o Facebook não devem se comportar como ‘gângsteres digitais’ no mundo on-line, considerando-se à frente e além da lei”, diz o texto do relatório, segundo a CNN.

“A democracia está em risco devido ao alvo malicioso e implacável de cidadãos com desinformação e anúncios obscuros personalizados de fontes não identificáveis, entregues através das principais plataformas de mídia social que usamos todos os dias”, disse ao The Guardian o presidente do comitê, Damian Collins.

O relatório adverte, diz o jornal,  que “o Facebook está usando seu domínio de mercado para esmagar os rivais, impedindo-os de competir com o Facebook ou suas subsidiárias”.

A recomendação do relatório é de que haja controle público das políticas de privacidade nas redes sociais, algo extremamente complexo, porque as plataformas podem estar em qualquer lugar do mundo.

Aliás, o poder das grandes empresas de tecnologia digital ficou claro nesta própria investigação, na qual por três vezes Zuckerberg negou-se a prestar esclarecimento, limitando-se a mandar subalternos às audiências com membros do parlamento.

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