Papai “me garante” no STF?

O Estadão reproduz comentário de um ministro do Supremo dizendo que, ao levar o caso da investigação sobre seu ex-motorista ao STF, Flávio Bolsonaro “pegou um elevador para o inferno”.

“Agora a Procuradoria-Geral da República terá de entrar no caso. E o filho passará a ser investigado no STF, o que significa investigar também o pai, que já disse que recebeu recursos dessa conta”.  Internamente, na corte, a avaliação é que, para ter recorrido ao STF, Flávio Bolsonaro deve ter a informação de que ou já é ou passaria a ser em breve investigado no inquérito. “Mas ao precipitadamente levar o caso a Brasília ele elevou em muitos graus a temperatura da crise”, avalia o magistrado.

A constatação tem, porém, outro lado.

Como qualquer garoto covarde, chamou o pai para resolver suas brigas.

Não é um presidente “pato manco” como Michel Temer, que não impunha medo a policiais e promotores.

Por mais que o presidente possa se sair-se com um “não tenho nada com isso, o ‘o1’ é que tem de se defender, talquei?” é evidente que, na Vila do Chaves imaginada por Marcelo Adnet, isso conta muito.

É portanto, atitude que Flávio não tomaria sem conversar com o pai e sem um “tem que manter isso aí” do ex-capitão. Sem gravações, claro.

Como o assunto só será tratado pelo ministro Marco Aurélio, a quem cabe a relatoria do processo, só será examinado a partir do fim do recesso do STF, àquela altura Flávio já terá tomado posse  estará reaberta a questão do foro privilegiado no Supremo para os detentores de de mandatos de senador e deputado federal.

A menos que, claro, tenhamos outro Bolsonaro dando “uma fraquejada”.

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