OMS vê ‘alto risco’. Até a Saúde anda no caminho da política. Itália tem 21ª morte

Hoje, depois do coronavírus espalhado em nada menos que 58 países e com mais casos registrados fora da China pelo terceiro dia consecutivo, a OMS resolveu elevar para elevou “muito alto” o nível de ameaça internacional para muito alto.

Há alguns dias é evidente que a organização só não classifica o vírus como pandemia para não elevar o grau de estresse internacional e não ajudar a criar uma situação de pânico que as autoridades nacionais querem evitar, por razões econômica e também sanitárias.

Está difícil, porque o número de casos se expande: a Itália teve o número de casos passando de 650 para 821, de ontem para hoje e as mortes subindo para 21, mais do que qualquer das províncias chinesas, exceto Hubei, berço da infecção.

No Irã, a BBC diz que o número de mortes chega a 210, bem mais que as 34 admitidas ontem pelo governo iraniano.

A Coreia do Sul segue como o principal foco extra-China, com 2.337 casos confirmados e 17 óbitos.

O número total de mortes, 2.867, já é 3,5 vezes maior do que o da última epidemia, a da Sars, em 2011.

Dê-se o nome que se quiser dar, o problema não vai ser resolvido com palavras.

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