O vírus israelense do Whatsapp trabalhava para quem?

O El País e o G1 reproduzem informações do Financial Times sobre o virus Pegasus, produzido pela empresa israelense NSO Group.

O assunto é conhecido há tempos, desde que o spyware foi usado para invadir Iphones, em 2016, o que provocou a Apple a oferecer uma atualização que, supunha-se, seria capaz de bloquear a ação.

Na época, a Forbes noticiou o caso e identificou a empresa como sendo dirigida por dois ex-integrantes da Unidade 8.200 de inteligência das Forças de Defesa de Israel, Omri Lavie e Shalev Hulio.

Agora, o Facebook, dono do Whatsapp, confirmou que o uso do espião Pegasus foi identificado em 33 paises, inclusive o Brasil, e funciona em todos os sistemas de celular e também em desktops.

O G1 resume os poderes do vírus:

O software é capaz de monitorar a troca de mensagens do smartphone atingido e até de permitir ao invasor acessar o GPS do aparelho, mostrando onde o dono do celular esteve. Gravar imagens e áudios usando câmera e microfone do aparelho também estão na lista do que o Pegasus é capaz de fazer.

Infelizmente, a nossa polícia tem mais interesse em ter uma ferramenta destas do que em proteger os brasileiros desta espionagem.

Não se sabe de nenhuma iniciativa para descobrir quem era “Ganges” o cliente que operava a espionagem por aqui.

É cada um por si e eu, faz anos, tenho um belo esparadrapo colado sobre a câmera de meu micro.

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