O show do lixo na CPMI das ‘Fake News’

Deprimente.

Não há qualquer outra palavra que defina melhor o que se está assistindo no depoimento da senhora Joice Hasselmann, na Comissão Mista Parlamentar de Inquérito das “Fake News”.

Sim, houve “semirevelações graves”, como a história de uma “Abin paralela” e a insinuação de que Carlos Bolsonaro teria indicado o diretor da Agência Brasileira de Inteligência.

Mas o resto foi uma escatológica exposição do esgoto que foi levado ao Congresso pela eleição de Jair Bolsonaro.

Deputados gravando e reproduzindo diálogos privados, uns com os outros; Alexandre Frota dizendo que um ex-colega de PSL, sentava-se no seu colo, discussões sobre “Papa Pig”, para ficar no menos grosseiro.

Tudo isso acontece porque a CPMI tornou-se uma espécie de Kramer versus Kramer do bolsonarismo, agora cindido irremediavelmente entre o PSL e – uso a expressão do deputado citado – o “Lambança pelo Brasil”, virtual partido do presidente.

Está mais do que claro que esta é uma briga da qual não sai nada de positivo para o povo brasileiro, a não ser que este tipo de política é daninho para a formação de sua consciência.

Jair Bolsonaro diz que isso é só coisa de idiotas. Pois é com eles que ele procura desviar a atenção do que está fazendo com o país.

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