O racista não é Camargo, é Bolsonaro

Não se ataque impiedosamente o presidente (?) da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, porque sua importância é zero, como a importância que ele dá à consciência negra.

Nem se o chame de “escória maldita”, como ele chama o movimento negro.

Ele não tem a menor importância, nem mesmo no dia em que nos Estados Unidos -e por toda parte do mundo – a consciência sobre os direitos do povo negro se levanta, entre gente de todas as cores, em nome de sermos uma só humanidade.

Importância tem o governo brasileiro colocá-lo na direção do órgão que deveria estar lutando pela afirmação do sangue negro que corre na maioria do povo brasileiro.

No país em que negros e pardos morrem aos montes, muitos deles crianças como João Pedro, assassinado a tiros de fuzil, o governo nacional escolhe para presidi-lo um sujeito que o despreza.

Que acha que é “escória” quem se importa com a vida dos negros.

Sérgio Camargo é um nada, um idiota que enxergou em ser um Judas a maneira de ganhar seus trinta dinheiros.

Mas os romanos que o compram, estes sim, merecem.

Camargo vai para o lixo, até para não “queimar o filme” de seus chefes.

Mas eles – e nisso se incluem os generais que dão suporte ao ex-capitão – que fazem questão de marcar o seu racismo escolhendo zumbis como Camargo para “representar” o povo negro.

O racismo é mais em cima.

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