O “QG” da subversão bolsonarista

Magras e ralas, as milícias bolsonaristas que urram nas ruas pelo “abre tudo” que manda as pessoas à morte não teria muita importância se isso não correspondesse à vontade presidencial de provocar entre nós uma tragédia humanitária de grandes proporções.

Faz parte do seu projeto de destruição do que resta de institucionalidade no Brasil e do desaparecimento de qualquer autoridade que não seja a dele e a de seu doentio clã.

O “QG”, como o chamam, tem uma metralhadora na parede e um “1776” que não se refere à independência do Brasil, mas à do país ao qual, mentalmente pertencem, como quinta-colunas que são: os Estados Unidos.

Volto às “bolsoatas”, sempre realizadas sob o apoio das polícias militares onde o germe da insubordinação aos governos dos Estados já é patente e têm uma situação, em muitos núcleos, de pré-motim.

Os generais, que estão patrocinando ou tolerando o comportamento intolerável do presidente, deveriam alertar-se para o fato de que Jair Bolsonaro não está, em relação às suas tropas, em “isolamento vertical”.

A cada dia, reforçam-se os vasos comunicantes entre ele e a baixa e média oficialidade – algo do qual o “mito”jamais descuidou.

Bolsonaro está, com poucos disfarces, numa espiral golpista, ao tornar-se incapaz de conviver com os poderes republicanos – Congresso e Judiciário.

Se houver ainda um limite ao que os generais estejam dispostos a lhe conceder, talvez, adiante, ele apele à matilhas também fardadas contra um “isso, não” que lhe ponham à frente.

 

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