O preço de ter um imbecil no poder


Tchau, acordo comercial com a União Europeia.

Jair Bolsonaro conseguiu, em tempo recorde, transformar nosso país em vilão internacional, como se disse mais cedo carbonizando a imagem do Brasil no mundo.

Pelo Twitter, o presidente francês, Emmanoel Macron, não moderou as palavras:

“Nossa casa queima. Literalmente. A Amazônia, o pulmão do nosso planeta que produz 20% do nosso oxigênio, está em chamas. É uma crise internacional. Os membros do G7, vejo vocês em dois dias para falarmos sobre esta emergência “

Daqui a dois dias começa, na francesa Biarritz, a cúpula que reúne, além da França, Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália, Japão e Reino Unido e um representante da União Europeia.

Será que Bolsonaro vai pedir a Donald Trump que defenda nosso país da condenação internacional pelos danos ambientais? Difícil, não é?

Falta pouco – ou talvez já nem falte nada – para que se proponham sanções internacionais ao nosso país.

Seria, de fato, inaceitável que isso fosse feito por estarmos defendendo nosso território e nossa soberania, não o direito de “tacar fogo” na floresta amazônica.

Não pensem que a reprimenda mundial vá despertar patriotismo: como a “causa” é péssima, o que traz é vergonha.

Anos e anos de esforço para transformar nosso país em um interlocutor das nações mais poderosas, para melhorar nossa inserção do sistema de trocas internacionais, para sermos uma voz respeitada, que aspirava até a uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU para, em poucos meses, virarmos um pária internacional, um motivo de escárnio para o mundo.

 

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