O ódio burro do ex-capitão: prender Lula em quartel

A coluna Radar, da Veja, diz que Jair Bolsonaro está decidido a fazer com que Lula seja retirado da sede da Polícia Federal em Curitiba e transferido para um quartel do Exército.

O motivo, segundo a revista, seria o de reduzir as visitas ao ex-presidente.

É preciso dar o devido reconhecimento à frase do conservadoríssimo Reinaldo Azevedo: Bolsonaro erra quando fala e acerta quando recua.

Na sua proposta, produzida apenas pelo ódio marqueteiro no qual pretende se sustentar, o ex-capitão erra diversas vezes.

Primeiro, não existe previsão legal para executar pena de civil em quartel militar, a menos que este tenha sido condenado por crime militar, o que não é o caso.

Segundo, não é o Executivo, mas o Judiciário, quem determina local de cumprimento de pena.

Também o o juiz quem autoriza as visitas e não um oficial do Exército.

Terceiro, que vai jogar uma imensa “batata-quente” nas mãos do Exército, que já vive sob suspeitas de usurpação do poder civil e não precisa de mais essa.

Já imaginaram o quartel e seus sentinelas servindo de fundo para as fotos de um acampamento “Lula Livre”?

Depois, imagine a repercussão internacional simbólica de um ex-presidente com a projeção global de Lula ser mantido preso em um quartel vai ser “maravilhosa”, não é? Genial!

Ou será que Bolsonaro acha que oficiais superiores do Exército vão se prestar ao papel (e ao risco) de impor maus-tratos ou restrições descabidas a Lula? Deve estar tirando a oficialidade por ele mesmo, quem sabe?

O ódio de Jair Bolsonaro é uma doença que sai assim, em espasmos, prejudicando sua já reduzida capacidade de pensamento, que passou a se restringir ao “prendo e arrebento”.

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