O imperador do caos

Do Japão, Jair Bolsonaro anuncia que Eduardo Bolsonaro “desistiu” de ser embaixador no Estados Unidos para se tornar o seu delfim no Congresso Nacional.

Sim, porque ter o filho como líder na Câmara o torna, objetivamente, embaixador do Planalto no Poder Legislativo, aquele que fala pelo Governo de fato, deixando que a quinquilharia emedebista que formalmente ocupa as lideranças do Governo no Senado, no Congresso e a nulidade do líder na Câmara, o anspeçada Vitor Hugo (que dor ver este nome num sujeito tão medíocre) como donos de gabinetes e minutos no microfone, apenas.

Jair Bolsonaro é um negociante sem escrúpulos, que não hesita em mudar de planos conforme convenha aos seus interesses, pessoais ou de família.

“Dudu” estava inviabilizado para o posto em Washington, seja pela grosseria, seja pela incapacidade intelectual, seja pelo fundamentalismo ideológico.

Mas estes três defeitos, no pântano do parlamento brasileiro viram “virtudes” para o bolsonarismo.

Adequam-se perfeitamente à sua estratégia de crise permanente, porque só no caos e na perda da razão ele pode prosperar.

O atual presidente não tem projeto algum para o país – exceto do do desmonte – e, por isso, não precisa de uma maioria parlamentar para sustentá-lo.

E como o o processo de desmonte é, já há anos, é tudo o que a voracidade dos grupos econômicos quer e deseja para o país, nisso sempre é possível ter o aval do Congresso.

O “probleminha” do caos é que ele não é um estado fácil de se conter nos recipientes em que se deseja fazê-lo.

Ele se espalha e toma conta de toda a vida brasileira e, como bom caos que é, pode trazer efeitos imprevisíveis.

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