O “hábil” Temer erra e lança “pacote de recuos” na Previdência

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Michel Temer mostrou que está apavorado com a possibilidade de rejeição total – ou quase total – de sua proposta de reforma previdenciária.

E, em consequência, anunciou um “pacote de recuos” na entrevista que deu hoje a José Luiz Datena, na Band: nas regras de transição para o novo regime; pensões; nas regras para trabalhadores rurais; nos benefícios de prestação continuada e na aposentadoria de professores e policiais.

Disse que inegociável é a idade mínima, mas também nisso terá de ceder, talvez nas próprias regras de transição e não tocou na questão dos 49 anos de contribuição, duas outras questões que geram imensa polêmica.

Tantos recuos de uma só vez enfraquecem a posição do governo na cooptação de parlamentares.

Na prática, tudo volta à estaca zero até que se anuncie, nas mudanças admitidas, quais serão as regras a serem votadas.

Dificilmente o relator, Arthur Maia, conseguirá, mesmo nisso, produzir uma fórmula mágica, aceitável a todos.

A esta altura, o Governo aceita aprovar qualquer coisa, para não sofrer uma derrota.

A questão, agora, é que a reforma já ganhou, pela brutalidade original, a rejeição pública e dela dificilmente se livrará com ajustes, por mais extensos que sejam.

E os deputado sentiram na prática a sua possibilidade de colocar o pé no pescoço do governo.

Como dizem os gaúchos antigamente, cachorro que comeu ovelha, não tem jeito, só matando.


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