O governo corre o risco de desabar

Jair Bolsonaro fala daqui a pouco em rede e televisão.

Se as panelas deixarem, ouviremos um discurso inconvincente de quem, dois dias atrás, zombava de “uma gripezinha” – que “só” tem 420 mil casos e mais e 18 mil mortos no mundo – e tentava segurar-se em narrativas fantasiosas e que não era preciso restringir a circulação de pessoas em shoppings e cultos religiosos.

A rigor, Jair Bolsonaro está se derretendo no governo e já ninguém liga muito para o que diz.

Os governadores tomaram o protagonismo no enfrentamento da crise; o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, chama a si as decisões legais, o núcleo mulitar do Governo já tutela o presidente e o pressionou, aparentemente com sucesso, a reduzir os conflitos institucionais em que o ex-“mito” vinha se metendo.

É sinal de que, ao menos de uma parte das Forças Armadas, Bolsonaro não tem apoio para aventuras extraconstitucionais.

Se isso vai bastar para haver algum nível de racionalidade do governo é questão ainda a responder.

A epidemia está ainda nas fraldas, embora já haja estruturas médicas em estresse.

Não sei com que forças as panelas vão bater, esta noite, mas já se ouvem sinos por Bolsonaro.

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