O Globo: “Cala boca” a Mourão pode ser reação ao filho de Bolsonaro

O site de O Globo dá manchete para um suposto “cala a boca” que teria sido ordenado pelo ex-capitão Jair Bolsonaro a seu vice, o general Hamílton Mourão.

Segundo o jornal, a ordem teria sido “repassada ao general por meio de alguns dos mais próximos aliados de Bolsonaro, é que o militar adote uma postura mais discreta e deixe que o presidente eleito concentre os holofotes, sendo o único porta-voz do futuro governo.”

De fato, Mourão anda mais quieto do que de costume, praticamente sem dar declarações nos últimos dias. Embora, claro, deva acabar falando algo hoje ou amanhã para “desmentir” que esteja sendo mandado ficar em silêncio, como manda a cartilha da hipocrisia.

O fato, porém, é que no desenho apresentado segunda-feira por Ônyx Lorenzoni o papel de Mourão é o de ser vice, nada mais. Não lhe é dada, ali, nenhuma atribuição.

O problema é que, segundo reza a prática da política, vice sem atribuição arranja logo uma: a de conspirar.

O Globo já sugere na notícia que pode ser assim, como já se especulou aqui, dias atrás:

O vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente eleito, é o que mais tem reagido mal ao vice e insistido para que o pai freasse o general. Na semana passada, a intriga ganhou as redes sociais quando o Carlos, no Twitter, escreveu, sem citar nomes, que morte de Bolsonaro “não interessa somente aos inimigos declarados, mas também aos que estão muito perto. Principalmente após sua posse.”
Questionado se a mensagem havia sido uma indireta, Mourão se irritou e disse que caberia a Carlos esclarecer a sua mensagem.

Mourão não é estreante em deixar seus chefes em situações constrangedoras com suas declarações. Ainda na ativa, fez isso com o general Villas-Bôas, comandante do Exército, ao sugerir uma intervenção militar.

 


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