O esgoto das redes

Não aguentei cinco minutos de navegação pelas redes sociais, diante da monstruosidade que está sendo feita com a jornalista Patrícia Campos Mello.

Enojante, mas não surpreendente.

Não pretendo gastar bytes com essa canalha.

Apenas lembrar que quem abriu caminho para este tipo de coisa foram nossos elegantes magistrados e procuradores.

Refiro-me ao caso da Vaza-Jato.

Em lugar de terem dado o evidente valor que tinham as revelações de Glenn Greenwald, preferiram encampar o discurso do ‘caça-hacker’ e da desqualificação do conteúdo revelado.

Tão pavões quanto os azuis, esqueceram as mensagens para atacar os mensageiros.

Como se o Estado de Direito permitisse tudo, menos quando é contra a nobreza judicial.

Os imundos, então, foram ao refocilar-se e, como sempre, escolhendo o sexo – que para eles é só uma porcaria – como tema, como agora.

Culminaram com um despacho vergonhoso, onde um juiz diz que não aceita a denúncia contra o trabalho de um jornalista porque uma liminar do Supremo – que pretende seja anulada – o proíbe, “por enquanto”.

Estes porcos que estamos vendo são, a rigor, crias.

Donde se extrai, claro, a espécie que os gerou.

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