O culto à polícia encobre barbaridades

salgueiro

Não recomendo que se visite as páginas de comentários sobre a ação policial e militar de sábado, no Morro do Salgueiro, em São Gonçalo, no Grande Rio, onde há a suspeita de que PMs ou soldados do Exército tenham entrado atirando num baile funk.

É porque a histeria e a brutalidade chegaram a tal ponto que vários sujeitos dizem que só de estar às 3 da madrugada na rua já era razão para ter morrido e que “essa gente prolifera igual barata”.

O culto à ação policial – e este tipo que temos não leva a nada, porque neste mesmo local 3,5 mil militares e policiais fizeram uma imensa operação e saíram de lá sem sequer uma arma apreendida – encobre as ações mais bárbaras e incivilizadas, que seriam uma tragédia nacional se acontecessem às mesmas 3 da manhã, numa rua do Leblon ou dos Jardins. Ou em Belo Horizonte

É de lá, da capital mineira que  Marcelo Auler traz, em seu blog, uma história terrível: policiais militares espancando e torturando traficantes (ou supostos traficantes) para extorquir-lhes armas e dinheiro, na rua e em plena luz do dia.

O caso, se não tivesse “vazado” para as redes sociais, teríamos, diz Auler, era possível que tivesse sido uma versão mineira do “Caso Amarildo”, o pedreiro torturado e morto pela PM na Rocinha.

As vistas grossas para este tipo de monstruosidade, sob a desculpa de que a criminalidade é uma praga na sociedade, só ajuda a ampliar a criminalidade fardada, aquela que mostra os dentes para os pobres, mas que logo estar´mordendo a classe média também.

Leia no blog do Marcelo Auler.


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