O ‘chilique’ de Paulo Guedes é com o fim da capitalização

Todo mundo achando que Paulo Guedes estaria feliz por ter emplacado um corte na Previdência bem próximo do trilhão que dizia querer?

Errado!

O Posto Ipiranga de Jair Bolsonaro estrilou feio hoje, ao sair de um encontro com empresários italianos.

“Eu não vou criticar, eu estou esclarecendo e vou respeitar a decisão do Congresso. Agora, é importante que os deputados, que o relator, se aprovar a reforma do relator, que são R$ 860 bilhões de cortes, [digam que] abortaram a nova Previdência. Mostraram que não há compromisso com as futuras gerações.” (…) O que o relator está dizendo é ‘abortamos a nova Previdência e gostamos mesmo é da velha Previdência”. 

Formalmente, disse que o motivo da sua indignação eram as regras de transição mais suaves para os servidores públicos.

De fato, porém, sua irritação é com a morte da proposta de capitalização, com a qual pretendia jogar bilhões de reais no sistema financeiro. Como projeto de lei, a capitalização não se sustenta constitucionalmente: se não fosse assim não a apresentaria na PEC, que exige teto maior.

A tal “Nova Previdência” era para ele a arapuca da capitalizaçã, abolindo do “cangote” dos empresários – como diz seu chefe –  a contribuição previdenciária  para o empregado e esfaqueando o bolso do trabalhador, para arrancar um naco do seu salário para os bancos.

Paulo Guedes perdeu metade de seu “índice de tchutchucagem” frente à turma dos bancos. Vendeu um “grande negócio” a eles, mas não conseguiu entregar.

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