O cabaré segue em chamas.

Acho que nem a pessoa que empregou a expressão “pega fogo, cabaré” para definir as brigas internas do bolsonarismo pensou que fosse tão cabaré e tão incendiário o clima no Governo.

Num claro sinal de que não se está procurando nenhum tipo de entendimento, o Estadão noticia que há nova coleta de assinaturas para destituir o líder do partido, Delegado Waldir, mesmo depois de ele ter dito, ontem, que era como “mulher traída, que volta para o aconchego”.

Waldir, então, resolveu “soltar os bichos”, naquele nível que carateriza os bolsonaristas, acusando o presidente de estar usando a Polícia Federal para coagir seus adversários:

— É ele que quer tomar o comando do PSL e tornar o presidente Luciano Bivar apenas mera figura decorativa. Foi ele que atacou a honra e a família do presidente Luciano Bivar. Foi ele que mandou a Polícia Federal mexer nas calcinhas da mulher do presidente Luciano Bivar.

Falou isso ao vivo, na Rádio Gaúcha, agora de manhã, dizendo que o que querem á o dinheiro do partido:

— Estão em busca do controle do fundo partidário do PSL, do caixa do PSL. E isso nós não vamos permitir. Isso não foi combinado.

O ambiente em torno de Jair Bolsonaro, que sá não era salubre, tornou-se violentamente tóxico.

E já ninguém pode esperar que, do cabaré incendiado, não escape alguma situação obscena, destas que era para ficar às escuras, mas que aparece à luz das chamas.

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