O assessor “caixinha” complica Jair Bolsonaro

Similia similibus curantur, um dos três princípios médicos de Hipócrates, acaba de ganhar uma versão política.

A “lambança” em que se viu metido Jair Bolsonaro com o “assessor-amigo-caixinha” do gabinete de seu filho, Flávio vai se afigurando como o castigo da hipocrisia com que se vem conduzindo a questão da corrupção política.

Claro que é preciso saber mais, mas os indícios são de que ali funcionava uma “caixinha” – nomear a família inteira do PM Fabrício Queiroz para que os parentes repassassem quase todos os ganhos para a conta do amigo de Bolsonaro, saques sucessivos (dois por dia, em média, por um ano) de dinheiro vivo, depósitos de outros funcionários do gabinete e ausência de origem clara dos recursos, depositados em dinheiro vivo.

A explicações estão sendo arranjadas: Fávio Bolsonaro diz que Fabrício apresentou “justificativas plausíveis”, tão plausíveis que não podem ser publicizadas. Jair diz que emprestou dinheiro ao amigo em dificuldades, mas não diz que não lembra quanto, só que “a dívida foi crescendo” (foi a juros?) e virou um débito de 40 mil, pago em dez “pré-datados”.

Não se explica, também, porque o presidente eleito “rompeu o contato” com um amigo de tantos anos e de tanta confiança que merecia empregar mulher e prole nos gabinetes de Jair e prole.

A história está ficando tão complicada que talvez seja mesmo adequado criar-se o “Ministério da Família” para cuidar dos “valores da família”, a família Bolsonaro.

Comentários no Facebook