O “álibi” do miliciano: estava matando outro

A prisão de Leonardo Gouvea, o Mad, em operação policial ligada ao inquérito que tenta (tenta?) apurar o assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes não é a entrada de um novo personagem no caso, mas expõe o grau de impunidade e brutalidade das ações das milícias.

É que Leonardo já havia sido arrolado na investigação, e faria grupo de matadores de aluguel comandado pelo ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) Adriano Magalhães da Nóbrega. Houve uma tentativa frustrada de prendê-lo na Operação Submersus, na qual foi detida Elaine, a mulher do ex-PM Ronnie Lessa, para a qual Mad teria tentado recuperar armas utilizadas no assassinato da vereadora e de seu motorista.

O miliciano integraria o Escritório do Crime, chefiado por Adriano da Nóbrega, amigo de Fabrício Queiroz, que empregou no gabinete de Flávio Bolsonaro sua mãe e sua ex-mulher. Nóbrega, além disso, era pessoa muito considerada por Frederick Wassef, advogado de Flávio e de Jair, que defendeu sua inocência em entrevista à Veja, semana passada.

O mais chocante é que, Mad teria sido excluído das suspeitas sobre participação na morte de Marielle por ter um álibi sui generis: naquele momento, por ordem de Adriano, estava em outro ponto da cidade, matando o empresário Marcelo Diotti da Mata, com quem teria disputas por controle de pontos de contravenção.

A teia onde o clã está metido fede a sangue.

 

Comentários no Facebook