Num governo de fraudes, por que não um ministro de fraudes?

A saída de Carlos Decotelli no Ministério da Educação, no qual nem chegou a entrar – este governo parece ter uma atração não resolvida por “Viúvas Porcinas” – é só mais um episódio no lodaçal ético, moral e político que desde o início foi, e cada vez mais é, o governo Bolsonaro. Todos os que o habitam, do chefe ao “vira-latas adotado” todos são uma fraude.

Sim, porque há outras, além das acadêmicas que Decotelli partilha com Ricardo Salles e Damares Alves.

Há fraude na afetação lítero-ideológica de um ministro das Relações Exteriores que luta, diariamente, para fazer o Brasil menos respeitado no mundo e para arruinar qualquer parceria, inclusive com Donald Trump, perante quem nos desmoralizamos como sabujos.

Há fraude na Saúde, onde um general dá serviço em meio a um morticínio, há fraude na Infraestrutura, onde se entrega obras de governos anteriores como se fossem deste, sem que uma palavra sobre quem as fez seja dita.

Há fraude na Economia, onde se acena com achegada de capitais que não vieram nem virão, porque o país está desmoralizada. Há na Justiça, onde trocou-se um juiz ambicioso por um jovem burocrata que ama a carreira e já sonha com o STF, há fraude no embaixador do hambúrguer, no astronauta de travesseiros, há fraude na fundação de defesa dos negros que zomba dos próprios negros, na cultura de “Malhação”, em todas as figuras esdrúxulas que povoam este governo.

Há, sobretudo, fraude em generais medíocres e ambiciosos, que além das boquinhas, acumpliciam-se com a dissolução da soberania e do patrimônio nacional.

E, agora, há a fraude-mor, a do presidente “Paz e Amor”, que junta seus cacos da aventura que ensaiou tentar contra a democracia e que, agora, cuida apenas de tentar enterrar imundícies em que seu clã meteu-se.

Ironicamente, deste mar de fraudes e mentiras, sai a frase que ele pretendeu como slogan: a verdade nos libertará.

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