Não é só a pandemia: recessão começou antes e piorou

Paulo Guedes, em várias entrevistas no início este crise disse que a economia brasileira “vinha voando” quando foi supreendida pela pandemia.

Vinha voando, sim, voando para baixo.

Hoje, a Fundação Getúlio Vargas divulgou sua avaliação de ciclos econômicos, afirmando que o Brasil já havia entrado numa recessão econômica no primeiro trimestre deste ano, que só por 10 dias teve algum impacto da crise provocada pelo novo coronavírus.

Aliás, a contabilidade da FGV mostra como é irracional o ódio de grande parte dos empresários brasileiros aos governos petistas, disparado os que deram aos negócios uma conjuntura de maior expansão, como você vê no gráfico acima, mesmo enfrentando a megacrise mundial de 2008/2009.

Agora, há minutos, surge mais um dado sombrio: a queda da receita do governo central (41% em maio) já era esperada, como era previsível o aumento brutal nas despesas – as de Saúde, propriamente dita, e as do auxílio emergencial). O que não se esperava é que, mesmo descontando os R$ 53 bilhões gastos com isso, as despesas (déficit nominal, sem Covid-19) superaram as receitas em mais de 5%.

O resultado fiscal negativo acumulado em 12 meses já passou dos R$ 300 bilhões e o próprio governo estima que a explosão será devastadoras para quem dizia que iria entregar um superavit em curto pravo. Diz o relatório do Tesouro:

A atual projeção de déficit primário para o Governo Central se aproxima de R$ 676 bilhões em 2020, próximo a 9,5% do PIB. No entanto, se houver renovação de algum dos programas ou perda adicional de arrecadação, o déficit primário do Governo Central poderá chegar a R$ 800 bilhões.

Ou seja, mais de 11,5% do Produto Interno Bruto.

Não é preciso ser nenhum gênio em economia para saber que é impossível que uma economia neste estado seja atraente para o capital estrangeiro, a única aposta deste governo para uma recuperação econômica.

 

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