Não basta ter perdido, Macri tem de ver Bolsonaro afundá-lo

É verdade que a vantagem de Alberto Fernández ganhou com uma magnífica vantagem sobre Maurício Macri: 15,5% de frente, quando as pesquisas mais otimistas lhe davam 5%.

Suspeito, porém, que além do que possa ter lhe dado a mais a vitória de ontem, Jair Bolsonaro hoje ajudou muito a consolidar a sua vitória, com o discurso equino que fez hoje em Pelotas dizendo que “se a esquerdalha” voltar, a Argentina vai quebrar e os portenhos vão “invadir” o Rio Grande do Sul.

Bolsonaro conhece pouco os argentinos e não se deu conta de que eles não são um bando de miseráveis e ignorantes, pouco ou nada ciosos de sua independência.

“Invasão” de argentinos só tivemos, ao contrário, em períodos de prosperidade lá e “perrengue” por cá, o último deles em 2016.

Macri, de lá, e os assessores presidenciais, de cá, torcem para que Bolsonaro cale a boca ou, seguindo seus próprios conselhos para o meio ambiente, fale menos.

O que vai ser difícil, porque o ex-capitão não está nem um pouco preocupado com os cidadãos ou o presidente argentino, mas apenas em insuflar sua tropa.

No fundo, aliás, acha que uma vitoria kirchnerista em terras portenhas não lhe será má, deixando-o sem quem lhe faça sombra como filho mais importante de Donald Trump entre os do quintal latino.

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