Mortes em alta, isolamento em baixa: a necrologia do capital

Passaram hoje de 45 mil as mortes de norte-americanos por conta do novo coronavírus.

Rapidamente, o “grande irmão do Norte” aproxima-se das perdas de 58 mil cidadãos que se foram na insana Guerra do Vietnã, em seis anos de envolvimento total, desde Lyndon Johnson até Richard Nixon.

Em dois meses, não em cinco anos, como então.

Apenas nas últimas 24 horas, 2805 mortes, um recorde.

No entanto, no auge de uma guerra contra uma maré infecciosa, tudo o que se ouve é se pedir que as pessoas saiam de suas trincheiras domésticas, levantem-se e vão morrer no contágio

Você e milhares podem morrer, mas a economia não pode parar.

Não importa que haja bilhões e trilhões armazenados: eles não podem ser dizimados, embora milhares de pessoas o possam ser em nome de uma pseudorecuperação da economia, que não vai ocorrer, mesmo que todos os balconistas voltem aos shopppings.

Aqui, estamos em plena escalada de contaminações e mortes, mas só o que se discute é a “liberação” das atividades normais.

Todo o discurso é escandalosamente cúmplice da estratégia da economia, não a da humanidade.

O capital, que se erigia como algo independente do trabalho, mostrou que sem ele, ainda que com toda a tecnologia, é inútil.

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